Habitava nas trevas do meu pró

rio ser, temia todo o desencanto da minha mente em putrefarão e em proliferação de medos e temores. Silêncio. Do alto da serra verde em que avistava um copo morto reflectido nas estrelas, aquele cadáver de desejo e virtude. Jazia morto e sujo naquele chão de ervas e rosas vermelhas que tocavam a neblina de uma noite de nevoeiro. No céu, a lua, tão grande e sorridente, sedenta de sangue e morte, contemplava todo este final apoteótico que me estava destinado pelos deuses do antigo Olimpo, extinto pelas crenças dos descrentes. Dos meus olhos cegos, vertiam lágrimas de sangue envenenado pela minha pró

ria alma. Sangue incolor, todavia ao oferece-lo ao mundo senti que alguns dos teus raios de perfeição me iluminavam. Iluminavam a tristeza de uma existência vazia e perdida. O azul dos teus olhos diziam-me para olhar em frente e correr para ti, a pureza do teu sorriso mostrava um caminho a seguir, um caminho sem fim, um caminho de prazer e perfeição. Perdi as forças e cai sobre o meu corpo já sem forças e esperanças. Gritei por ti, chamei o teu nome, mesmo sabendo que não me conseguias ouvir. Rastejei por aqueles oceanos de lama e nojo, chorava e sangrava, chamava por ti, gritava o teu nome. Respirava e morria por ti. No grande céu estrelado, via o sol nascer e brilhar mais e mais, invejava-o com todas as forças que ainda me restavam, com todas as forças que me davas, apesar de não saberes de mim, apesar de não saber de ti. Adormeci com o ultimo suspiro de noite e desejo, adormeci enquanto chamava o teu nome. Noites de dias passaram pelo meu corpo abandonado naquele planalto deserto de sentidos, de sentimentos, de humanidade. Nos meus sonhos, habitava eu comigo mesma, nada mais existia naquela vida que perecera à tua espera, naquela vida que pedia a tua perto, mais perto. Morta, senti o calor de um corpo que se abraçava ao meu. Morta, senti o beijo que me deste, morta, senti as tuas lágrimas caírem sobre a minha pele suja pelo tempo que passara naquele descampado. Senti um pequeno coração puro e verdadeiro bater junto do meu, senti-te. Estavas ali, estavas perto de mim meu amor. Senti tanta vida nascer naquele singelo momento, senti tanta vontade de sorrir. Beijaste-me, abraçaste-me. Criámos naquele momento, tal como em todos os outros o nosso mundinho de perfeição e felicidade.
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João Rebelo, Nokia N80, Sony DCR-290E, Toshiba Satellite A100-626; Memup MP4 KL-Slim 8GB+2GB SD;
Eu cavo; tu cavas; ele cava; nós cavamos; vós cavais; eles cavam. Não é bonito, mas é profundo...
Grazie!
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{Abbiamo perso l'euforia primigenia che provammo un giorno nel sentirci vivi, comunque sia abbiamo perso}
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O Gato das Botas sou eu^^
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'True art is not cut from the cloth of predictability. Rather, it's an ephemeral brilliance snatched from the chaos of unformed inspiration.
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O Gato das Botas sou eu^^
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squeeze my lemon
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O Gato das Botas sou eu^^
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O Gato das Botas sou eu^^
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A friend is someone who knows everthing about you and who loves you despite that - Elbert Hubbard
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